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O encontro, Entre Algumas Outras Tecnologias: O desafio de reafirmar a ancestralidade para transformar a contemporaneidade rumo ao bem viver, tem como objetivo apresentar os trabalhos e as experiências de diferentes acadêmicos, militantes e comunidades afro e indígenas que buscam integrar, valorizar e retomar os diversos olhares, práticas e conhecimentos que têm se construído no decorrer da história, sobre as tecnologias.

Convidamos toda a comunidade para participar.

O evento é gratuito. Basta se inscrever pelo link: https://www.sympla.com.br/entre-algumas-outras-tecnologias__682537

Sobre

Ao se assumir a premissa de que as tecnologias são patrimônio da humanidade, seguindo Vieira Pinto, assume-se que estas não são exclusividade de certas culturas, que vão muito além do instrumental, do maquínico. Suas dimensões epistemológicas, axiológicas, históricas e socioculturais necessariamente estão imbricadas nos manuseios do alcançável pelos seres humanos no mundo. Nesse horizonte, a compreensão das tecnologias se faz ampliada e não só permite, como exige o reconhecimento da alteridade no mundo. Postula-se que o campo de estudos CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), sobretudo na América Latina e no Caribe, deve responder às contribuições das matrizes africanas e indígenas, valorizando conhecimentos ancestrais comumente abstraídos da literatura dita universal, por não corresponderem aos critérios de cientificidade estipulados pelo ocidente. Desta forma, busca-se pensar e construir outras maneiras de compreender as tecnologias no campo CTS para enriquecer o olhar e as discussões sobre elas.

Nesta perspectiva, articula-se neste encontro, Entre Algumas Outras Tecnologias: O desafio de reafirmar a ancestralidade para transformar a contemporaneidade rumo ao bem viver, os trabalhos e experiências de diferentes acadêmicos, militantes e comunidades afro e indígenas que buscam integrar, valorizar e retomar os diversos olhares, práticas e conhecimentos que, sobre as tecnologias, têm se construído no decorrer da história.

Almeja-se também uma compreensão de como, na contemporaneidade, se articulam conhecimentos ancestrais aos ocidentais em fazeres políticos, organizativos e de resistência de comunidades subalternizadas. Acredita-se crucial ao fazer tecnológico democrático o respeito à ancestralidade, à liberdade, à solidariedade, à expressividade, à coletividade e à autonomia, pois apenas assim será possível transformar alguns modos de fazer e de pensar em direção a outros, onde imperem formas alternativas de resistência e mobilização, presentes em concepções do bem viver.

Programação

06/11 – Quarta-feira

19h-21h – Cinemateca de Curitiba

  • Pré-abertura
  • Exibição dos filmes: Jakaira: o dono do milho branco
  • Mães de santo: Seus ritos, festas e celebrações aos orixás
  • Roda de conversa: Tecnologia, memória e comunicação

Convidados

  • Ademilson Concianza Verga (ASCURI)
  • Antônio Carlos dos Santos Silva (Casa de Cultura Tainã)
  • Gilmar Rhodrigues

07/11 – Quinta-feira

Manhã
09h-12h – Sala C-301 (UTFPR Curitiba)

  • Abertura
  • Ritual como tecnologia
  • Roda de conversa
  • Tema: O papel das Tecnologia das comunidades afro e indígenas na consolidação da história do Brasil

Convidados

  • Mário Lopes Amorim
  • Antônio Carlos dos Santos Silva
  • Jamile Borges
  • Ademilson Concianza Verga (ASCURI)

Tarde
14h-18h – Escola Pública Alexandre Perussi (Almirante Tamandaré)

  • Oficinas:
  • Bonecas Abayoni
  • Arte indígena – Filtro dos sonhos

Convidados

  • Camila dos Santos da Silva
  • Grupo Ereyá

08/11 – Sexta-feira

Manhã
09h-12h – Sindicato dos professores/ APP/Sindicato

  • Mística-Ritual
  • Roda de conversa
  • Tema: A relação entre Cultura/Arte/Tecnologia nas comunidades afro e indígenas

Convidados

  • Florêncio Rekayg
  • Ronaldo Correa
  • Ivo Pereira de Queiroz
  • Kariny Martins

Tarde
14h-17h45 – Bosque Hostel

  • Espiritualidade e tecnologia
  • Mariana Conceição – Oficinas de Tambor e maracá
  • Oficina 2 (1h30m): 16h15 -17h45
  • Oficina 1 (2h): 14h, até 16h, 15min  de intervalo

Convidados

  • Pedro Gonçalves – Oficina de tambor
  • Camila dos Santos da Silva – Oficina de maracá

09/11 – Sábado

10h30-16h – Vivência na Aldeia Kanané Porã

  • Roda de Conversa – Movimento das Mulheres Indígenas Exibição de Documentário
  • Oficina de Slam
  • Roda de Conversa
  • Almoço comunitário
  • Conhecendo a Aldeia e fala sobre a comunidade
  • Chegada na aldeia

Convidados

  • Pessoas da Aldeia
  • Movimento das Mulheres Indígenas
  • Grupo de Slam

Convidados(as)

Contato

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